ATAQUE COM
BOMBARDEIOS MATA MAIS DE 100 EM ALEPO. DOS MORTOS 80 SÃO CIVIS, SEGUNDO O
OBSERVATÓRIO SÍRIO DE DIREITOS HUMANOS
Cairo, (EFE).- Cerca
de 100 pessoas morreram no sábado(28), na Síria nos bombardeios das tropas do
regime de Bashar al Assad e durante os combates entre grupos oficiais e
insurgentes, especialmente na cidade de Alepo, alvo de uma ofensiva militar.
Os dados são dos Comitês de Coordenação Local (CCL), e a
Comissão Geral de Revolução registrou 105 mortes.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou, ainda,
que entre os mortos há cerca de 80 civis e insurgentes e mais de 15 soldados
das forças governamentais.
O maior número de vítimas se concentrou em Alepo, a capital
econômica da Síria, e seus arredores, onde morreram cerca de 30 pessoas.
Alepo vem sendo castigada pelos bombardeios das tropas do
regime, que realizaram hoje uma grande ofensiva para recuperar os bairros que
estão em poder da resistência.
Os CCL e a Comissão só informaram sobre vítimas civis e de
combatentes rebeldes, enquanto o Observatório disse que 10 membros das tropas
leais a Assad perderam a vida nos combates.
O ativista Hisham al Halabi explicou à Agência Efe de Alepo
que as tropas governamentais estão bombardeando com tanques e aviação militar
os distritos de Salah ad-Din, Seif al Daula e Al Sukari, entre outros.
Wed Al-Hayat, morador de Alepo, informou à Efe via internet
que o ataque causou um grande deslocamento da população civil, que se refugiou
nas mesquitas e nas escolas.
PERIFERIA DE DAMASCO
A segunda área mais castigada no dia foi a periferia de
Damasco, especialmente pelos bombardeios à cidade de Moadamiya al Sham, onde
morreram dez pessoas, entre elas três menores de idade.
Enquanto isso, no povoado de Al Abada outros sete civis e
cinco combatentes do rebelde Exército Livre Sírio (ELS) perderam a vida, de
acordo com os dados enviados pelo Observatório em comunicado.
A porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na
Síria (CICV), Rabab al Rifai, relatou à Efe por telefone, de Damasco, que
devido à deterioração da situação nos últimos dez dias, nos arredores da
capital, as atividades da organização se concentraram em ajudar as milhares de
famílias deslocadas.
Rabab explicou que a maior parte dos retirantes abandonaram
suas casas e se refugiaram nas dezenas de escolas abertas para acolhê-los, nas
quais a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho oferecem alimentos, cobertores e
remédios.
Outras províncias castigadas pela violência foram Idleb,
Deir ez Zor, Homs, Hama e Deraa.
Em Idleb, os bombardeios afetaram, sobretudo, a cidade de Al
Hobeit, enquanto em Hama as forças governamentais entraram no povoado de Al
Asharna.
Com o aumento da violência, a Alta Comissária das Nações
Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, acusou ontem Damasco de arrasar
regiões controladas pela oposição sem levar em conta o destino da população
civil local.

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