“MUNDO DEVE SE PREPARAR PARA UMA SÍRIA SEM ASSAD” DIZ NA ÁFRICA, HILLARY CLINTON
NAIRÓBI- A secretária
de Estado americana, Hillary Clinton, condenou a morte de civis no conflito que
já dura 17 meses na Síria e afirmou que a comunidade internacional deve se
preparar para um país sem o presidente Bashar Assad.
Em visita à África do Sul, Hillary disse que o mundo deveria
ter um plano para "o dia em que acabar o derramamento de sangue e começar
a transição política", apesar de ter se recusado a arriscar uma data para
a possível queda do regime sírio.
A chefe da diplomacia americana fez essas declarações em
Pretória durante uma entrevista coletiva junto com a ministra de Relações
Internacionais sul-africana, Maite Nkoana-Mashabane, informou a televisão
pública do país africano, "SABC".
No segundo dos três dias de visita à África do Sul, Hillary
reprovou também a morte de civis no conflito e fez uma advertência a quem quer
tirar proveito da violência síria do exterior.
"Quem tenta explorar a situação para enviar
representantes ou combatentes terroristas deve saber que isso não será
tolerado", disse a secretária de Estado, sem definir se se referia a um
grupo ou a um país concreto.
Por sua vez, a ministra sul-africana ressaltou que não se
pode permitir que o conflito se transforme em uma guerra sectária, já que
"nenhum derramamento de sangue trará a paz".
Apesar das duas representantes tratarem do tema da crise
síria, a África do Sul, atualmente membro não-permanente do Conselho de
Segurança da ONU, se absteve no mês passado da votação de um projeto de
resolução, impulsionado pelos EUA e países europeus, que ameaçava impor sanções
ao regime de Assad.
Hillary e a ministra sul-africana presidiram hoje a segunda
reunião do fórum "Diálogo Estratégico EUA-África do Sul", na qual
concordaram em reforçar a cooperação bilateral em questões como o comércio, a
luta contra a Aids e a segurança alimentar como requisito para o crescimento
econômico na África Subsaariana.





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