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Ano 6 - Edição 2451-

- Março

2016 -

Fortaleza-Ceará-Brasil

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Para o representante, o regime sírio "nunca quis se envolver" no plano de paz proposto pelo diplomata, que incluía um cessar fogo entre ambos os lados do conflito e a permissão da entrada de observadores da ONU no país. "Apesar da promessa de cumprir com o plano de paz construído por Annan, Assad continua assassinando brutalmente seu próprio povo".








ESTADOS UNIDOS CULPAM CHINA E RUSSIA PELA RENUNCIA DO EX-SECRETÁRIO-GERAL DA ONU, KOFI ANNAN,COMO ENVIADO ESPECIAL A SÍRIA

A Casa Branca culpou a Rússia e a China pela renúncia do ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, ao posto de enviado especial à Síria, anunciada na quinta-feira (2). Os dois países vetaram três resoluções que contavam com sanções contra o regime de Bashar Assad.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, agradeceu Annan "pela vontade em desenvolver esforços para buscar uma resolução contra a violência na Síria".

Para o representante, o regime sírio "nunca quis se envolver" no plano de paz proposto pelo diplomata, que incluía um cessar fogo entre ambos os lados do conflito e a permissão da entrada de observadores da ONU no país.

"Apesar da promessa de cumprir com o plano de paz construído por Annan, Assad continua assassinando brutalmente seu próprio povo".

Carney assegurou que os Estados Unidos continuarão a trabalhar com parceiros internacionais para acabar com a violência e que as autoridades americanas se recusam a enviar armas aos opositores.
Após o anúncio, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu o aumento da pressão sobre o regime de Bashar Assad, pois acredita que o processo atual "não está funcionando".

"Temos que redobrar os esforços e aprovar resoluções na ONU para aumentar a pressão sobre a Síria", afirmou o chefe de governo, propondo como alternativas o bloqueio dos ativos do regime ou a proibição de movimentos militares.

Cameron também disse que as resoluções deveriam conter a advertência de que o regime receberá "a mais severa das consequências" se usa armas químicas ou biológicas. No entanto, descartou uma intervenção militar, apesar de ter considerado que se pode fazer mais para dar apoio à oposição síria.

O primeiro-ministro não comentou sobre a atuação de Rússia e China. Nesta quinta, ele recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O emissário internacional para a Síria, Kofi Annan, afirmou na quinta-feira que apresentou sua renúncia como mediador da ONU e da Liga Árabe porque não recebeu todo o apoio que a causa merecia.

"Não recebi todo o apoio que a causa merecia. Há divisões na comunidade internacional. Tudo isso complicou minha tarefa", afirmou Annan em coletiva de imprensa em Genebra, momentos depois que sua renúncia foi anunciada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O plano de paz de seis pontos do enviado especial para resolver o conflito sírio, que previa, sobretudo, o fim dos combates entre governo e oposição armada e uma transição política, nunca foi aplicado.

O anúncio da renúncia foi feito pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em meio ao aumento da violência no país.

Na segunda-feira (30), Ban afirmou que ao menos 2 milhões de pessoas já foram afetadas pelo conflito sírio entre o governo e a oposição desde março de 2011. Segundo ele, caso não haja uma ação rápida, os enfrentamentos poderão ser expandidos para os países vizinhos.

"Uma guerra sectária poderia afetar gravemente os vizinhos da Síria, Turquia, Iraque, Líbano, Jordânia e Israel. A resposta não deve ser com mais combates. A militarização desse conflito só aumentaria a devastação e prolongará o sofrimento".

De acordo com a ONU, mais de 200 mil sírios estão refugiados em países vizinhos, a maioria na Turquia, no Líbano e na Jordânia.

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