Congresso discutiu mídia cultural e futuro do jornal impresso
O 3.º Congresso Internacional de
Jornalismo Cultural promovido pela revista Cult e pelo Sesc São Paulo aconteceu
entre os dias 17 e 20 ,no Sesc Vila Mariana e - que homenageou esse ano o
cineasta Glauber Rocha.- foi um sucesso. O congresso contou com a participação
de convidados nacionais e estrangeiros, como o cineasta alemão Werner Herzog, o
historiador francês Roger Chartier, a ensaísta americana Camille Paglia, o
diretor Hector Babenco, o músico Zeca Baleiro, o artista plástico Ivald Granato
e a escritora Marcia Tiburi.
Veja o vídeo da abertura do 3º Congresso,publicado pelo YouTub:
Futuro do jornal impresso:
"O jornalismo impresso está se tornando refém da mídia digital?"
ESTHER HAMBURGER, PROFESSORA DA ECA - USP
OTÁVIO FRIAS FILHO, DIRETOR DE REDAÇÃO DA FOLHA
Esse foi o tema do debate
que reuniu anteontem à noite a antropóloga e professora da ECA-USP Esther
Hamburger e o Diretor de Redação da Folha,
Otavio Frias Filho, no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural.
Esther Hamburger apresentou a questão lembrando que a passagem do
cinema para a televisão também provocou incertezas no universo da comunicação.
"Acho que o jornalismo impresso não está ameaçado. Talvez esteja apenas
desafiado pelo jornalismo digital", disse.
Otávio Frias Filho falou sobre o caráter limitado da recorrente associação
entre jornal e papel:
-Eu definiria jornal como a síntese de tudo o que aconteceu de
relevante nas últimas 24 horas, acompanhada por uma dimensão de interpretação,
de comentário. Qual é o suporte desse jornal , ( papel, papiro, pergaminho ou
tela de computador) é pouco relevante do
ponto de vista da prática do jornalismo, disse Otávio Frias."
Os dois palestrantes enfatizaram o período de incertezas em que
jornal, como modelo de negócio, está passando e que “precisa ser repensado”.
- A audiência da Folha.com já é mais ou menos equivalente à da
versão impressa. São cerca de 1 milhão de leitores em cada uma das plataformas,
disse Frias Filho. Mas, segundo ele, o impresso ainda é mais rentável em termos
de receita.
Ao falar sobre a recente reforma gráfica e editorial da Folha, Frias Filho destacou o
aumento do corpo do texto como uma "constante histórica" e ressaltou
a importância cada vez maior de aspectos visuais das edições, imagens e
infografia. Para os palestrantes, os furos (jargão jornalístico para informação
exclusiva) relevantes do jornalismo brasileiro ainda são dados pelos veículos
tradicionais.
OTÁVIO FRIAS FILHO, DIRETOR DE REDAÇÃO DA FOLHA
Esse foi o tema do debate
que reuniu anteontem à noite a antropóloga e professora da ECA-USP Esther
Hamburger e o Diretor de Redação da Folha,
Otavio Frias Filho, no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural.



Nenhum comentário:
Postar um comentário