LIDER PALESTINO QUER
NETANYAHU
NETANYAHU
PRESSIONE OBAMA SOBRE
FONTEIRAS DE 1967
O líder palestino Mahmud Abbas pediu na sexta-feira, (20) que o
presidente Barack Obama pressione o primeiro-ministro israelense Benjamin
Netanyahu para que aceite um Estado palestino com as mesmas fronteiras de 1967,
segundo um porta-voz.
"A posição de Netanyahu é um repúdio oficial à
iniciativa de Obama, à legitimidade internacional e ao direito
internacional", declarou à AFP o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina.
Abbas também classificou de "ingerência
inaceitável" a exigência do primeiro-ministro israelense para que escolha
entre uma aliança com o movimento islamita Hamas e a paz com Israel, segundo o
porta-voz.
"As relações Hamas-Fatah são uma questão palestina
interna", reafirmou, considerando que "essa ingerência é
inaceitável".
"Pedimos ao presidente Obama e ao Quarteto para o
Oriente Médio (União Europeia, ONU, Rússia e Estados Unidos) que façam pressão
sobre Netanyahu para que aceite as fronteiras de 1967", acrescentou Abu
Rudeina.
Pouco depois, um alto dirigente da OLP, Yasser Abed Rabbo,
afirmou que Israel deve escolher entre a proposta do presidente americano
Barack Obama sobre as fronteiras de 1967 e o reconhecimento de um Estado
palestino pela ONU em setembro.
Em visita a Washington, Netanyahu disse esta sexta-feira a
Obama que, "embora Israel esteja disposto a assumir generosos compromissos
de paz, não está disposto a voltar às fronteiras de 1967 porque estas são
indefensáveis".
Estas declarações ocorreram um dia depois de Obama se
pronunciar, em um importante discurso sobre o Oriente Médio, favorável à
criação de um Estado palestino baseado nas fronteiras prévias à divisão de
1967.
"O novo governo seguirá o programa da Organização de
Libertação da Palestina e de seu presidente Mahmud Abas", reiterou o
porta-voz, em referência aos termos do acordo de reconciliação entre o Fatah de
Abbas e o Hamas, que não reconhece Israel.
Netanyahu chegou na sexta-feira a Washington. Segundo um
funcionário israelense, ele estava preocupado e decepcionado com o discurso do
presidente Barack Obama, que incitou os israelenses a retomar as conversações
de paz com os palestinos.
"Existem coisas que não podem ser varridas para debaixo
do tapete", teria dito Netanyahu, segundo um oficial israelense. "Há
uma sensação de que Washington não entende a realidade que enfrentamos",
disse o funcionário.
O discurso de Obama na sexta-feira sobre as revoltas nos
países árabes e norte-africanos incluiu um chamado a uma solução negociada no
conflito palestino-israelense, baseada nas fronteiras estabelecidas após a
Guerra de 1967.

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