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Ano 6 - Edição 2451-

- Março

2016 -

Fortaleza-Ceará-Brasil

terça-feira, 11 de junho de 2013

SEGUNDA FOI DIA DE ÍNDIO EM BRASILIA COM A SEDE DA FUNAI INVADIDA POR VARIAS ETNIAS QUE NÃO CONSEGUIRAM FALAR COM O MINISTRO GILBERTO CARVALHO: Os índios continuam em “pé de guerra’, lutando por um direito assegurado pela própria Constituição – o direito a terra onde nasceram e moram .Os atritos estão espalhados pelo país, mas têm como foco principal Mato Grosso do Sul, onde um índio terena foi morto durante reintegração de posse coordenada pela Polícia Federal. A terra foi invadida novamente depois, e um segundo índio foi baleado.Após os confrontos, cerca de 110 homens da Força Nacional viajaram para a região.

MINISTRO SÓ QUIS OUVIR DEZ  INDIOS,DOS CENTO E CINQUENTA QUE FORAM A BRASILIA E O RESULTADO FOI A INVASÃO DA FUNAI
BRASILIA- Por não  serem recebidos pelo Secretário-Geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho ,um grupo de aproximadamente 150 índios  invadiu na tarde de segunda-feira (10) a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai ), em Brasília.

A invasão pacífica foi  realizada por indígenas de quatro etnias : arara, xipaia, caiapó e mundurucu, que se dizem  prejudicadas pelas hidrelétricas de Belo Monte e do rio Tapajós, no Pará. Os índios exigem ter poder de veto a obras que sejam construídas em seus territórios. Eles prometeram  passar a noite no local.

Do grupo “invasor” participam mulheres e crianças,e é o mesmo que na terça-feira da semana passada (4) foi recebido por Carvalho. Eles afirmam que, na última sexta (7), o ministro concordou em voltar a recebê-los na segunda-feira (10), quando entregariam novo documento sobre como as usinas podem impactar seus territórios. Quando chegaram no Planalto, às 10h, Gilberto  Carvalho não os recebeu.

A Secretária-Geral disse  em nota , que o ministro "aguardou por cerca de uma hora" pelo encontro, mas que as lideranças "recusaram-se a participar da reunião, limitando-se a protocolar um documento na Presidência da República". E continua a nota:

"O ministro lamenta a perda desta oportunidade de diálogo, mas reafirma sua disposição de continuar em negociação com vistas a realizar um amplo processo de consulta prévia sobre os empreendimentos hidrelétricos na região da bacia do rio Tapajós."

A comitiva indígena conta outra versão. Diz que, na verdade, Gilberto Carvalho quebrou um acordo feito previamente e que, hoje, só aceitou se reunir com um grupo de dez pessoas, e não com todos os 150, o que impediu a reunião.

"O governo soltou uma nota mentirosa. Não foi isso que foi acordado. Isso [reunião com dez pessoas] ninguém aceita", disse Valdenir Mundurucu.

Segundo ele, a invasão na Funai teve diversos objetivos, dentre eles protestar contra a negativa de Gilberto Carvalho e contra a atitude da própria Funai. "Ela defende mais a posição do governo do que a posição dos indígenas", afirma Valdenir.

O grupo tenta ainda fazer com que o órgão indigenista lhes dê comida e transporte de volta ao  Pará. Valdenir diz que funcionários da Secretaria-Geral afirmaram que o retorno deles não é mais responsabilidade da pasta.

Desde a semana passada, o grupo estava em uma chácara da organização não governamental (ONG) Cimi -Conselho Indigenista Missionário-, que os ajudava também com alimentação de transporte. Até o início da noite, eles não haviam sido recebidos pela presidente interina da Funai, Maria Augusta Assirati.
Maria  Augusta Assirati  substitui  Marta Azevedo, que demmitiu-se na semana passada, em meio ao maior conflito entre indígenas e governo federal ,  na gestão da presidente Dilma Rousseff.


Os índios continuam em “pé de guerra’,  lutando por um direito assegurado pela própria Constituição – o direito a terra onde nasceram e moram .Os atritos estão espalhados pelo país, mas têm como foco principal Mato Grosso do Sul, onde um índio terena foi morto durante reintegração de posse coordenada pela Polícia Federal. A terra foi invadida novamente depois, e um segundo índio foi baleado.Após os confrontos, cerca de 110 homens da Força Nacional viajaram para a região.

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