EX-BEATLE
PAUL McCARTNEY SURPREENDE E ENCANTA 45 MIL NO ESTÁDIO DO ENGENHÃO
RIO DE JANEIRO -Cerca de 45 mil fãs foram domingo, (22), ao estádio do Engenhão para ver
de perto o ex-Beatle Paul McCartney, que com um repertório bem parecido com o de
sua última passada no Brasil, maravilhou os cariocas em mais de duas horas e
meia de apresentação..
McCartney escolheu um
clássico dos Beatles para abrir sua apresentação: com Hello, Goodbye do disco
Magical Mystery Tour de 1967. O show começou por volta das 21h45 - com 15
minutos de atraso e na seqüência, o rock
de arena Jet já da sua fase com os Wings.
Depois da animação das duas primeiras canções, All My
Loving, dos Beatles, transformou o Engenhão em uma pista de dança, para quem
conseguiu espaço. A diversidade da faixa etária do público - dos 10 aos 70 anos
-, é um bom exemplo de que a beatlemania
persiste após gerações. Os mais novos imitavam os pais e tinham os refrões na
ponta da língua.
A noite prosseguiu com a mistura de canções de Beatles e
Wings com Letting Go, do projeto pós-Beatles de McCartney e Drive My Car do
quarteto de Liverpool. Teve espaço até para Sing The Changes do Firemen, uma
das iniciativas mais discutíveis do astro inglês.
A alegria de McCartney no palco contagiou o público. E
assim, Paul deu andamento ao show com Let Me Roll It dos Wings - e com direito
a solo de Foxy Lady - The Long and Winding Road, 1985 e Let 'Em In. Com o
público ainda boquiaberto pela seqüência de abertura do primeiro terço do show,
McCartney deu início ao segmento acústico da noite.
Primeiro como I've Just Seen a Face e em seguida com And I
Love Her. Antes dessa, aliás, Paul ganhou uma homanegem do público que cantou o
refrão do clássico She Loves You, dos Beatles. Emocionado, o músico devolveu
com um "e eu amo vocês" em inglês.
O show seguiu com Blackbird, apresentada pelo astro como um
libelo em prol das liberdades civis. Mas o ponto alto do segmento veio com a
bonita Here Today "dedicada ao meu amigo John" (Lennon), segundo as
próprias palavras de McCartney. O anúncio cravou uma nova homenagem do público
em coro, desse vez ao ex-Beatle assassinado em 1980.
Com o violão de lado, entrou em cena o ukelele de McCartney.
"Vocês querem dançar?", perguntou o ex-Beatle. Com os primeiro
acordes de Dance Tonight começou também a performance impagável do baterista
Abe Laboriel Jr. Não para marcar o ritmo da música, acompanhada apenas pelo
bumbo, mas sim por sua desenvoltura como dançarino durante a canção em que o
grandalhão rouba a cena.
O arranjo ao vivo de Dance Tonight mostra a força de
McCartney como compositor ao transformar e atualizar canções melodicamente
poderosas com roupagens diferenciadas.
Mrs. Vandebilt, dos Wings, e Eleanor Rigby, dos Beatles,
foram as seguintes no repertório de McCartney e contaram novamente com o coro
de apoio das cerca de 45 mil pessoas que esgorataram os ingressos para o show
de domingo. Something veio em seguida e foi dedicada a outro ex-Beatle já
morto, George Harrison, que perdeu a luta contra o câncer em 2001.
A seqüência que encerraria a primeira parte do show seria
tão impressionante quanto a abertura da noite.O encerramento da primeira parte
do show foi com Band on the Run e
Ob-La-Di, Ob-La-Da que ganharam coro
vigoroso do público, mas nada comparável ao que se viu em Back in the U.S.S.R.,
cantada em uníssono.
I've Got a Feeling, Paperback Writer e o duo A Day in the
Life/Give Peace , prepararam o terreno para novo hino: Let It Be teve Paul ao
piano e show da platéia iluminando a noite com isqueiros e telas de celulares.
Foi o ponto alto da noite até então, mas durou pouco.
O reinado da faixa título do último álbum dos Beatles,
lançado em 1970, logo foi superado pelo show pirotécnico em Live and Let Die.
Se no palco Paul conduzia o espetáculo, na pista o público do Rio fez a sua
parte. Em Hey Jude, que fechou a primeira parte do show, surgiram em toda a
pista cartazes com a sílaba "Na", em referência ao refrão.(Fonte: JB)


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