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Ano 6 - Edição 2451-

- Março

2016 -

Fortaleza-Ceará-Brasil

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PAUL MAcCARTNEY, UM SHOW INESQUECÍVEL NO ENGENHÃO


EX-BEATLE PAUL McCARTNEY SURPREENDE E ENCANTA 45 MIL NO ESTÁDIO DO ENGENHÃO

RIO DE JANEIRO -Cerca de  45 mil fãs  foram  domingo, (22), ao estádio do Engenhão para ver de perto  o ex-Beatle Paul McCartney,  que com um repertório bem parecido com o de sua última passada no Brasil, maravilhou os cariocas em mais de duas horas e meia de apresentação..

McCartney escolheu um clássico dos Beatles para abrir sua apresentação: com Hello, Goodbye do disco Magical Mystery Tour de 1967. O show começou por volta das 21h45 - com 15 minutos de atraso  e na seqüência, o rock de arena Jet já da sua fase com os Wings.

Depois da animação das duas primeiras canções, All My Loving, dos Beatles, transformou o Engenhão em uma pista de dança, para quem conseguiu espaço. A diversidade da faixa etária do público - dos 10 aos 70 anos -, é um bom exemplo de que a beatlemania persiste após gerações. Os mais novos imitavam os pais e tinham os refrões na ponta da língua.

A noite prosseguiu com a mistura de canções de Beatles e Wings com Letting Go, do projeto pós-Beatles de McCartney e Drive My Car do quarteto de Liverpool. Teve espaço até para Sing The Changes do Firemen, uma das iniciativas mais discutíveis do astro inglês.

A alegria de McCartney no palco contagiou o público. E assim, Paul deu andamento ao show com Let Me Roll It dos Wings - e com direito a solo de Foxy Lady - The Long and Winding Road, 1985 e Let 'Em In. Com o público ainda boquiaberto pela seqüência de abertura do primeiro terço do show, McCartney deu início ao segmento acústico da noite.

Primeiro como I've Just Seen a Face e em seguida com And I Love Her. Antes dessa, aliás, Paul ganhou uma homanegem do público que cantou o refrão do clássico She Loves You, dos Beatles. Emocionado, o músico devolveu com um "e eu amo vocês" em inglês.

O show seguiu com Blackbird, apresentada pelo astro como um libelo em prol das liberdades civis. Mas o ponto alto do segmento veio com a bonita Here Today "dedicada ao meu amigo John" (Lennon), segundo as próprias palavras de McCartney. O anúncio cravou uma nova homenagem do público em coro, desse vez ao ex-Beatle assassinado em 1980.

Com o violão de lado, entrou em cena o ukelele de McCartney. "Vocês querem dançar?", perguntou o ex-Beatle. Com os primeiro acordes de Dance Tonight começou também a performance impagável do baterista Abe Laboriel Jr. Não para marcar o ritmo da música, acompanhada apenas pelo bumbo, mas sim por sua desenvoltura como dançarino durante a canção em que o grandalhão rouba a cena.

O arranjo ao vivo de Dance Tonight mostra a força de McCartney como compositor ao transformar e atualizar canções melodicamente poderosas com roupagens diferenciadas.
Mrs. Vandebilt, dos Wings, e Eleanor Rigby, dos Beatles, foram as seguintes no repertório de McCartney e contaram novamente com o coro de apoio das cerca de 45 mil pessoas que esgorataram os ingressos para o show de domingo. Something veio em seguida e foi dedicada a outro ex-Beatle já morto, George Harrison, que perdeu a luta contra o câncer em 2001.

A seqüência que encerraria a primeira parte do show seria tão impressionante quanto a abertura da noite.O encerramento da primeira parte do show foi com  Band on the Run e Ob-La-Di, Ob-La-Da  que ganharam coro vigoroso do público, mas nada comparável ao que se viu em Back in the U.S.S.R., cantada em uníssono.

I've Got a Feeling, Paperback Writer e o duo A Day in the Life/Give Peace , prepararam o terreno para novo hino: Let It Be teve Paul ao piano e show da platéia iluminando a noite com isqueiros e telas de celulares. Foi o ponto alto da noite até então, mas durou pouco.

O reinado da faixa título do último álbum dos Beatles, lançado em 1970, logo foi superado pelo show pirotécnico em Live and Let Die. Se no palco Paul conduzia o espetáculo, na pista o público do Rio fez a sua parte. Em Hey Jude, que fechou a primeira parte do show, surgiram em toda a pista cartazes com a sílaba "Na", em referência ao refrão.(Fonte: JB)

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