OBAMA E ROMNEY ESTÃO
EMPATADOS NA DISPUTA PRESIDENCIAL DOS ESTADOS UNIDOS, DIZEM PESQUISAS
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o candidato
republicano Mitt Romney mantêm o empate técnico nas intenções de voto para as
eleições presidenciais no país, de acordo com pesquisa do instituto Ipsos
divulgada pela agência de notícias Reuters na terça-feira, (10).
Segundo a sondagem, Obama lidera com 49% dos votos, contra
43% de Romney. Como a margem de erro do estudo é de três pontos percentuais
para mais ou menos, os candidatos estão no limite do empate técnico. No mês
passado, a diferença dos dois candidatos era de um ponto percentual.
De acordo com o instituto, a melhora no desempenho de Obama
foi estimulada pelo aumento no otimismo em relação ao futuro, com uma queda de
cinco pontos no número de norte-americanos que acreditam que o país está no
caminho errado, para 58%.
A aprovação de Obama subiu um ponto percentual, para 48%, e
o número de norte-americanos que desaprovam o trabalho do presidente caiu 3
pontos, para 47%. O Ipsos consultou 1.154 adultos, incluindo 885 eleitores
registrados entre 5 e 9 de julho.
No período entre uma pesquisa e outra, houve a aprovação da
Suprema Corte americana ao programa de saúde proposto pelo presidente democrata
e aumento do preço dos combustíveis com a chegada da temporada de férias.
PESQUISA DA NBC/WASHINGTON POST AFIRMA QUE CANDIDATOS ESTÃO EMPATADOS
O jornal "Washington Post" e a emissora de
televisão NBC divulgaram uma pesquisa em que os dois candidatos também aparecem
empatados tecnicamente. A pesquisa aponta que os dois candidatos têm uma
intenção de voto de 47%, de acordo com entrevistas feitas com 1.033 pessoas
habilitadas para votar.
As porcentagens indicadas na pesquisa não se modificaram
desde a anterior, realizada há um mês. Obama continua tendo como ponto fraco a
crise econômica: 54% dos entrevistados desaprova o modo com que conduz a
economia.
No entanto, 50% das pessoas afirmam que Obama compreende
melhor que seu adversário os problemas econômicos dos Estados Unidos, contra
40% que pensam a mesma coisa de Mitt Romney.
Mas Obama tem outro motivo de esperança: 58% dos
entrevistados diz estar convencido de que o atual presidente obterá em novembro
um segundo mandato, contra 34% para Romney.
MEIO IRMÃO DE BARACK OBAMA CRITICA PRESIDENTE EM DOCUMENTÁRIO
George Obama,(foto), meio-irmão do presidente dos Estados Unidos,
Barack Obama, deu entrevista para o documentário "2016 - A América de
Obama", do escritor conservador Dinesh D'Souza. O filme é baseado em um
livro do autor que retrata a origem queniana do presidente e causou polêmica
nos Estados Unidos.
No encontro com D'Souza, crítico do presidente, George Obama
afirmou que não recebe nenhuma ajuda financeira do irmão famoso, mesmo vivendo
em uma casa de palha, em Nairóbi, no Quênia. "Acho que ele tem uma família
própria. Sou membro da família, mas como sou maior de idade, eu ajudo a mim
mesmo".
Questionado sobre uma frase do presidente (que os americanos
deveriam ser "guardiães dos nossos irmãos"), o irmão mais novo de
Obama desconversa. "Ele tem outros assuntos para tratar. Barack está
cuidando do mundo, de modo que também cuida de mim".
A busca pelo irmão mais novo de Obama começou pela
disparidade entre Barack e George, que deixou D'Souza intrigado. Para o autor
do livro, George é a "ovelha negra da família".
"Ele não concorda com o culto ao pai e é politicamente
incorreto com muitos temas. E é particularmente interessante porque vive nos
escombros de uns poucos dólares por dia, enquanto que seu irmão multimilionário
não se mexe para ajudá-lo".
OSCAR
"2016" foi produzido por Gerald Molen, produtor
ganhador do Oscar por "A Lista de Schindler", "Jurassic
Park", entre outros, e foi financiado por grupos de empresários
supostamente republicanos. O filme será exibido em sessão fechada na semana que
vem e estreará em 27 de julho no mercado americano.
De acordo com Dinesh D'Souza, o enfoque é a ira do pai de
Obama, que era contrário ao colonialismo britânico no Quênia e as realizações
do mandatário seriam uma forma de "reencarnação" dos desejos de seu
pai.
O autor conheceu o irmão mais novo do presidente em um hotel
de Nairóbi e estiveram conversando por 12 horas. Durante a gravação, ele diz,
em tom de brincadeira, que os Estados Unidos escolheram mal o seu presidente.

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