DEPUTADO FELICIANO CANCELA MAIS UMA SEÇÃO QUE DEBATERIA CURA GAY
Mais uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que
debateria na quarta-feira (15) uma proposta que permite aos psicólogos promover
tratamento com o fim de curar a homossexualidade, foi cancelada pelo deputado pastor Feliciano.
Segundo a assessoria do deputado, O cancelamento aconteceu, por
causa da discussão sobre a medida provisória que regulamenta o setor portuário.
A sessão durou 18 horas e terminou por
volta das 5h de hoje. O plenário voltou a discutir pontos da MP na parte da tarde.
A sessão foi
cancelada por Feleciano na semana passada, que atendeu pedido do presidente da
Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A intenção foi evitar tumultos
causados pelos protestos contra o deputado, o que não adioantou. Desde que
assumiu a presidência da comissão, em março, Feliciano é criticado por
declarações consideradas homofóbicas e racistas.
Ontem integrantes Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e do movimento LGBT (Lésbicas, Gays,
Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros fizeram
em Brasília uma marcha contra a homofobia.
Mais protestos contra Feliciano
Como vem acontecendo
a mais de um mês,manifestantes pró e contra o deputado Marco Feliciano protestaram
do lado de fora da reunião da Comissão
de Direitos Humanos da Câmara dos deputados
O projeto de decreto legislativo 234/11, do deputado João
Campos (PSDB-GO), continua como primeiro item de tramitação ordinária da pauta
da próxima sessão da comissão, que deve acontecer no dia 22 de maio. A proposta
quer sustar trechos de resolução instituída em 1999 pelo Conselho Federal
de Psicologia ( CEP).
“O primeiro trecho afirma que os psicólogos não colaborarão
com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das
homossexualidades". O texto ainda proíbe profissionais da área a
promoverem qualquer ação que promova a "patologização de comportamentos ou
práticas homoeróticas", mas este trecho não é alvo do projeto de Campos.
Em outro artigo da resolução, que o projeto propõe anular,
proíbe os psicólogos de emitirem opiniões que reforcem "os preconceitos
sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer
desordem psíquica." Em sua justificativa ao projeto, Campos afirma que o
conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o
trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação
profissional". A proposta é criticada pelo CFP. A Organização Mundial de
Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade doença em 1993. Fontge: Folha

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